Pular para o conteúdo
Paraíba Hub

Brasileiros acumulam dívidas equivalentes a quatro salários mínimos

Levantamento referente a setembro mostra crescimento de 6% em um ano e aponta cartões de crédito e bancos como principais origens dos débitos.

Thyago Lúcio04 de novembro de 2026, 20:25Atualizado às 20:291 min de leitura
Ilustração: cartões de crédito dispostos sobre madeira clara, com balança representando desequilíbrio financeiro.
Imagem ilustrativa gerada por IA

O Brasil chegou a 84 milhões de pessoas inadimplentes, segundo dados do Mapa da Inadimplência da Serasa referentes a setembro. O número representa um aumento de 6% em comparação com o mesmo período do ano passado.

O levantamento aponta que cada pessoa endividada acumula, em média, cerca de R$ 7 mil em débitos, valor equivalente a pouco mais de quatro salários mínimos.

As principais origens das dívidas estão relacionadas a cartões de crédito e compromissos bancários. Essas categorias superaram contas de consumo básicas, como energia elétrica e gás, que anteriormente lideravam os registros de atraso.

Endividamento acende alerta para o fim do ano

O cenário preocupa em um período de atenção ao orçamento das famílias. A divulgação dos dados ocorre em meio às expectativas sobre a reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), do Banco Central, que debate os rumos da taxa básica de juros, a Selic.

A taxa influencia o custo do crédito e das compras parceladas, fatores que podem pesar no orçamento dos consumidores.

Especialistas e analistas reforçam a necessidade de cautela financeira com a proximidade do fim do ano.

A Black Friday, em novembro, e as comemorações de Natal e Ano Novo, em dezembro, costumam impulsionar o consumo e o uso do décimo terceiro salário.

Despesas do início do ano também exigem planejamento

O alerta também se estende aos primeiros meses do ano seguinte, quando os consumidores precisam lidar com despesas tradicionais.

Entre os compromissos estão o pagamento de impostos, como IPVA e IPTU, além dos gastos escolares.

Diante desse cenário, a orientação é ter cautela antes de assumir novas dívidas e considerar as despesas previstas para os próximos meses.

contas em atrasoorçamento familiarcrédito bancárioSerasaeconomia brasileira

Relacionadas