Pular para o conteúdo
Paraíba Hub

TJPB nega recurso e mantém Hytalo Santos e marido presos

Defesa tentava revogar a prisão preventiva; influenciador e Israel Vicente estão detidos em João Pessoa.

Thyago Lúcio03 de novembro de 2026, 15:153 min de leitura
TJPB nega recurso e mantém Hytalo Santos e marido presos
Foto: Divulgação

O Tribunal de Justiça da Paraíba (TJPB) negou, nesta terça-feira (3), o recurso apresentado pela defesa do influenciador Hytalo Santos e do marido dele, Israel Vicente, que pedia a revogação da prisão preventiva. Com a decisão, os dois permanecem presos no Presídio Desembargador Flóscolo da Nóbrega, conhecido como Presídio do Roger, em João Pessoa.

O julgamento foi realizado pela Câmara Criminal, em formato semipresencial. O recurso questionava a manutenção da prisão do casal, condenado em fevereiro de 2026 por produção de conteúdo pornográfico envolvendo adolescentes.

Relembre o caso Hytalo Santos

A investigação começou antes da repercussão nacional. Em 17 de dezembro de 2024, o Ministério Público da Paraíba (MPPB) informou que apurava denúncias relacionadas à possível exploração de crianças e adolescentes em conteúdos publicados nas redes sociais.

Natural de Cajazeiras, Hytalo tinha, à época, 16,9 milhões de seguidores em um dos perfis. Segundo o MPPB, a investigação buscava esclarecer a participação de menores nas produções do influenciador.

Em agosto de 2025, o caso ganhou repercussão nacional após a publicação de um vídeo do youtuber Felca, que abordou a produção de conteúdos com adolescentes. Dois dias depois da publicação, em 8 de agosto, a conta de Hytalo deixou de ficar disponível no Instagram.

Justiça determinou bloqueio das redes sociais

Em 12 de agosto de 2025, a Justiça da Paraíba determinou o bloqueio do acesso de Hytalo às redes sociais e proibiu o influenciador de manter contato com os adolescentes citados no processo.

A decisão também estabeleceu a desmonetização dos conteúdos publicados por ele, após pedido do Ministério Público em uma ação civil pública.

No dia 13 de agosto, a Polícia cumpriu um mandado de busca e apreensão na residência do influenciador, no bairro Portal do Sol, em João Pessoa. Hytalo não foi encontrado no local.

No dia seguinte, novas buscas foram autorizadas em três endereços ligados ao influenciador na Capital. Durante as diligências, foram apreendidos um computador e aparelhos celulares.

Hytalo Santos e marido foram presos em São Paulo

Hytalo Santos e Israel Vicente foram presos preventivamente em 15 de agosto de 2025, em uma residência em Carapicuíba, na Grande São Paulo. A prisão foi decretada pela Justiça da Paraíba.

No dia seguinte, o TJPB negou um pedido de liberdade apresentado pela defesa por meio de habeas corpus.

Em 28 de agosto de 2025, os dois foram transferidos para João Pessoa e encaminhados ao Presídio do Roger.

Casal foi condenado em fevereiro de 2026

Em fevereiro de 2026, Hytalo e Israel foram condenados em primeira instância por produção de conteúdo pornográfico envolvendo adolescentes, crime previsto no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).

Hytalo recebeu pena de 11 anos e 4 meses de prisão, enquanto Israel foi condenado a 8 anos, 10 meses e 20 dias. As penas foram estabelecidas em regime inicialmente fechado.

Após a sentença, a defesa apresentou um pedido de anulação da condenação. Os advogados questionaram a interpretação do crime e alegaram que os conteúdos publicados estavam relacionados a manifestações culturais, como o BregaFunk.

Investigação também apura lavagem de dinheiro

Em 1º de julho de 2026, Hytalo e Israel foram alvos de uma operação que investiga suspeitas de lavagem de dinheiro e ocultação de patrimônio.

Foram cumpridos cinco mandados de busca e apreensão em João Pessoa, Campina Grande e Recife. Segundo o Gaeco, os valores investigados teriam origem em jogos e apostas ilegais, incluindo pagamentos em espécie ligados ao jogo do bicho.

Além disso, Hytalo responde a outros 14 processos na Justiça da Paraíba, nas áreas criminal e cível. Na Justiça do Trabalho, ele e Israel também são réus em uma ação por tráfico de pessoas para exploração sexual e trabalho em condições análogas à escravidão.

João PessoaPortal do SolRogerHytalo SantsCâmara Criminal; Ministério Público da Paraíba; investigação de influenciadores; Justiça estadual; processo criminal

Relacionadas