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Paraíba Hub

PF apura saída de Flávio Bolsonaro do Brasil em jato de advogado

Senador e família entraram na Argentina por Puerto Iguazú e seguiram a Miami em voo com escala em Guayaquil

Redação Paraíba Hub02 de novembro de 2026, 10:133 min de leituraEditor responsável: Rayner HolmesApuração assistida por IA · revisão humana
Polícia Federal
Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil · foto de arquivo

A Polícia Federal investiga se o senador Flávio Bolsonaro (PL) deixou o Brasil na manhã de 27 de outubro em um jatinho ligado ao seu amigo e advogado Willer Tomaz. A saída do país ocorreu depois de o Supremo Tribunal Federal determinar que ele entregasse os passaportes à corporação.

Por uma das versões apuradas, o senador saiu de Brasília às 5h05 de 27 de outubro em um jato Cessna Citation Excel ligado a Tomaz. A aeronave pousou às 8h40 do mesmo dia em San Fernando, na região de Buenos Aires. O Cessna pertence à empresa Jet Line Locações e Serviços Aéreos, que tem como sócias Christine Tomaz de Souza e Flávia Oliveira Correa Tomaz, irmã e mulher de Willer Tomaz. A assessoria do advogado afirmou que "é falsa a informação de que aeronave pertencente a ele, ou a empresas vinculadas à sua família, tenha sido utilizada pelo senador Flávio Bolsonaro ou por seus familiares para deixar o Brasil".

Flávio Bolsonaro e Willer Tomaz estão proibidos de se comunicar por determinação do ministro Alexandre de Moraes, do STF.

Entrada na Argentina

A Direção Nacional de Migrações da Argentina informou, às 2h01 de 28 de outubro, que Flávio, a mulher e as duas filhas do casal haviam entrado no país por terra pela cidade de Puerto Iguazú. No controle migratório, o sistema registrou três entradas na mesma van: às 22h37 (com passaporte italiano), às 22h40 (com carteira de motorista) e às 23h11 (com passaporte brasileiro). Os dois registros com documentos brasileiros foram posteriormente cancelados, ficando válido apenas o ingresso com passaporte italiano. San Fernando fica a cerca de 1.200 km de Puerto Iguazú.

Fernanda Bolsonaro, mulher do senador, e as duas filhas do casal viajaram em um voo separado, de Brasília para Cascavel (PR), em 27 de outubro. Às 20h02 daquela mesma noite, as três embarcaram no hangar do aeroporto de Cascavel em uma van identificada como pertencente à empresa Iguaçu Dallas Travel Turismo Ltda., de Foz do Iguaçu. O motorista Neri Luiz Dala Corte negou ter visto membros da família: "Eu levei duas pessoas que eu nem sei quem é. Simplesmente deixei os caras no aeroporto."

Também aparece no caso o israelense Menachem Booky Halevy, que havia entrado no Brasil em 19 de outubro por Guarulhos e já contava com outras três passagens pelo país no ano.

Rota até Miami

O avião com os Bolsonaros partiu para Guayaquil à 0h22 e pousou na cidade equatoriana às 5h46, evitando o espaço aéreo brasileiro. Depois da escala, o Gulfstream G400, de prefixo LV-JQW, decolou rumo a Miami, onde pousou às 10h24. O desembarque ocorreu na manhã de quarta-feira, 28 de outubro, no Aeroporto Executivo de Opa-Locka. O voo foi acompanhado por 927 mil pessoas no site Flightradar24.

O dono da Baires Fly afirmou à agência France Presse que o voo custou 150 mil dólares (cerca de R$ 800 mil), pagos por um intermediário do setor de aviação baseado nos Estados Unidos.

O secretário de Estado norte-americano Marco Rubio negou participação do governo dos EUA: "Não facilitamos nada. Não tivemos nenhuma participação nos preparativos que ele fez. O governo dos Estados Unidos não teve participação direta em nenhuma das movimentações realizadas."

Na Argentina, a deputada Marcela Pagano disse ter cobrado explicações das autoridades: "Há irregularidade na passagem pelo controle de imigração argentino, a escolta de policiais e, depois, o transporte em carros diplomáticos do Ministério das Relações Exteriores da Argentina."

O senador é investigado pelo STF em dois inquéritos. Ele não é foragido da Justiça — não há mandado de prisão contra ele. O advogado Frederick Wassef afirmou que "nenhuma informação sobre a viagem do senador Flávio Bolsonaro é oficial ou foi confirmada" e que "existe apenas uma apuração em curso envolvendo terceiros, ainda em fase inicial, na qual não há qualquer prova ou indícios contra Flávio Bolsonaro".

Contexto

Flávio Bolsonaro deixou o Brasil após o STF determinar a entrega dos passaportes à Polícia Federal. Ele é investigado pela Corte em dois inquéritos e está proibido de se comunicar com o advogado Willer Tomaz por determinação do ministro Alexandre de Moraes.

O que acontece agora?

A Polícia Federal apura se a aeronave usada na saída do país está ligada ao advogado Willer Tomaz. Não há mandado de prisão contra o senador.

Esta matéria foi organizada pela redação do Paraíba Hub com apoio de inteligência artificial, a partir de fontes públicas e segundo a nossa política editorial. A IA não é fonte: ela não cria fatos, números ou declarações.

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