Lula agradece votos e diz que vence intromissão vinda de fora
Reeleito com mais de 64 milhões de votos, o presidente discursou por volta das 22h20 em hotel de São Paulo

Reeleito presidente da República com mais de 64 milhões de votos na eleição de domingo (25), Luiz Inácio Lula da Silva discursou por volta das 22h20 em um auditório do hotel InterContinental, em São Paulo, e afirmou que a disputa teve interferência externa por meio de plataformas digitais.
"É uma eleição em que a gente teve que vencer a intromissão vinda de fora para dentro através de plataformas digitais, que nós vamos ter que regulá-las", disse o presidente.
No mesmo discurso, Lula afirmou: "Nós não podemos ter empresas monstruosas de grande, ganhando bilhões e bilhões, não pagando nenhum imposto para esse país e tentando direcionar o resultado eleitoral desse país".
O presidente agradeceu aos eleitores. "Eu queria agradecer ao povo brasileiro a generosidade que eles têm comigo há muito tempo. E, neste segundo turno, agradecer a generosidade da juventude brasileira que foi para rua para defender a democracia, quero agradecer às pessoas idosas", afirmou. Ele também agradeceu ao deputado federal André Janones, que coordenou uma campanha nas redes sociais de apoio à reeleição.
Promessa de mudança
Lula disse que as eleições de 2026 trouxeram muitas lições e prometeu alterar a forma de condução do governo. "Eu posso garantir para vocês que nós vamos mudar o jeito de governar esse país. Quero dizer para vocês que nós vamos fazer o povo participar mais nas nossas decisões", declarou.
Ele afirmou ainda que vai falar diretamente ao público: "Não vou ficar permitido ser interpretado por jornalista com má fé. Eu vou dizer o que eu penso, o que eu faço". Durante a fala, destacou ser o único presidente sem diploma a ser eleito quatro vezes.
Após o discurso, Lula deixou o local e seguiu para a avenida Paulista, onde ocorria uma comemoração de apoiadores. O presidente completará 81 anos na terça-feira (27).
Lula foi reeleito para o quarto mandato. Ele já presidiu o país de 2003 a 2010 e de 2023 a 2026.
O presidente afirmou que pretende regular as plataformas digitais e que vai ampliar a participação popular nas decisões do governo.
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