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Economistas avaliam custo de promessas de Lula e Flávio no Orçamento

Dos R$ 2,8 trilhões em despesas primárias previstas para 2027, 90% já estão comprometidos com gastos obrigatórios

Redação Paraíba Hub24 de outubro de 2026, 11:512 min de leituraEditor responsável: Rayner HolmesApuração assistida por IA · revisão humana
Presidente Lula
Foto: Ricardo Stuckert · foto de arquivo

A dois dias da eleição presidencial deste domingo (25), que tem Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) na disputa, as propostas dos dois candidatos para o endividamento de famílias e empresas esbarram em um quadro fiscal apertado. A dívida do país está próxima de R$ 11,1 trilhões e já equivale a 82,9% do Produto Interno Bruto (PIB).

O espaço no Orçamento também é estreito: dos R$ 2,8 trilhões previstos em despesas primárias no Orçamento de 2027, 90% estão comprometidos com aposentadorias, salários, benefícios sociais e outras despesas obrigatórias.

O endividamento das famílias é um dos pontos centrais do debate. Pesquisa da CNC mostra que 81,7% das famílias tinham algum tipo de dívida em setembro, ante os 82% registrados em agosto.

As propostas

Flávio Bolsonaro propôs que o governo compre dos bancos as dívidas de pessoas e empresas inadimplentes e as renegocie pela Caixa Econômica Federal, com juros menores e prazos mais longos. O plano prevê um período de carência de seis meses para pessoas físicas e de um ano para empresas. A deputada Daniella Marques (Republicanos) afirmou no início do mês que o plano do candidato prevê cortar gastos equivalentes a 1,5% do PIB.

Do lado do governo, Lula sancionou na última quarta-feira (21) uma lei que perdoa dívidas de microempreendedores individuais (MEIs) com a União. Segundo o governo, mais de 3,6 milhões de empreendedores poderão ser beneficiados. No Desenrola 3.0, as instituições financeiras terão de oferecer descontos de pelo menos 90%, e o valor total dessas dívidas foi estimado em cerca de R$ 6 bilhões.

O que dizem os economistas

Para o economista Murilo Viana, o desenho proposto para a renegociação cria risco para o setor público: "Utilizar a Caixa Econômica Federal para fazer esse tipo de operação é um risco gigantesco de transferir a dívida privada para uma instituição pública".

Daniel Duque avalia que a medida pode mudar o comportamento do mercado de crédito. "Isso vai ter consequências sobre as análises de crédito futuras. Os bancos podem pensar: se o governo pode fazer isso agora, quem garante que não fará de novo daqui a dois anos?", afirmou.

O economista Hammoud critica a regra fiscal em vigor: "O arcabouço fiscal fracassou no controle da dívida. Em 2023, o governo prometeu conter o aumento dos gastos e estabilizar a dívida, mas não entregou o resultado esperado".

O peso das renúncias fiscais também aparece na conta. O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou que o governo poderia deixar de arrecadar cerca de R$ 20 bilhões em 2025 caso o Perse fosse mantido.

Contexto

A dívida do país está próxima de R$ 11,1 trilhões, equivalente a 82,9% do PIB, e o Orçamento de 2027 prevê R$ 2,8 trilhões em despesas primárias, dos quais 90% já estão comprometidos com despesas obrigatórias.

O que acontece agora?

Os eleitores escolhem o próximo presidente da República neste domingo (25), entre Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL).

Esta matéria foi organizada pela redação do Paraíba Hub com apoio de inteligência artificial, a partir de fontes públicas e segundo a nossa política editorial. A IA não é fonte: ela não cria fatos, números ou declarações.

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