Denúncias de assédio eleitoral na Paraíba chegam a quase 50 casos
No 1º turno foram registrados 25 casos; MPT mantém plantão no sábado e no domingo em João Pessoa e Campina Grande

As denúncias de assédio eleitoral no ambiente de trabalho na Paraíba chegam a quase 50 casos até esta quinta-feira (22), de acordo com dados divulgados pelo Ministério Público do Trabalho no estado (MPT-PB). No 1º turno, foram registrados 25 casos.
O levantamento é divulgado a poucos dias do 2º turno das eleições, previsto para domingo, 25 de outubro de 2026.
Para receber denúncias, o MPT terá "Plantão Eleitoral" no sábado (24) e no domingo (25), das 8h às 17h, em João Pessoa (Av. Almirante Barroso, 234, Centro) e em Campina Grande (Rua Vice-Prefeito Antônio de Carvalho Souza, nº 255, Estação Velha).
O procurador do Trabalho Rogério Sitônio Wanderley afirmou que "A denúncia pode ser feita ao Ministério Público do Trabalho de forma anônima ou sigilosa."
O MPT também expediu uma recomendação para que uma série de medidas sejam adotadas a fim de garantir que trabalhadores não fiquem sujeitos a casos de assédio eleitoral no estado. O documento foi dirigido a empresas, sindicatos e outros.
Segundo o Tribunal Superior do Trabalho, o assédio eleitoral ocorre quando há conduta que constrange, induz, influencia, restringe, discrimina ou retalia a pessoa trabalhadora em razão de seus direitos políticos ou de suas escolhas políticas. Ainda conforme o TST, a prática não exige necessariamente uma ameaça direta ou explícita.
No 1º turno, o MPT-PB havia registrado 25 casos de assédio eleitoral no trabalho no estado.
O Plantão Eleitoral do MPT funciona no sábado (24) e no domingo (25), das 8h às 17h, em João Pessoa e Campina Grande, para receber denúncias. O 2º turno está previsto para 25 de outubro de 2026.
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