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Campanhas de Lula e Flávio Bolsonaro miram os 33,4 milhões que faltaram no primeiro turno

Abstenção de 21,1% no primeiro turno vira alvo das duas campanhas a dez dias do segundo turno, marcado para o dia 25.

Redação Paraíba Hub18 de outubro de 2026, 09:082 min de leituraEditor responsável: Rayner HolmesApuração assistida por IA · revisão humana
Eleições 2026 — Presidência
Arte: Paraíba Hub

As campanhas de Lula e do senador Flávio Bolsonaro, candidato pelo PL, passaram a concentrar esforços em um mesmo público às vésperas do segundo turno, marcado para o dia 25: os eleitores que não compareceram às urnas no primeiro turno. A abstenção foi de 21,1%, equivalente a 33,4 milhões de eleitores.

O cenário é de disputa apertada. Flávio Bolsonaro teve 2,2 milhões de votos a mais que Lula no primeiro turno.

Um documento interno da campanha petista trata o comparecimento como peça de um cálculo maior: "Estimular o comparecimento resolve uma parte pequena da distância. O resto vem de quem volta para Lula e do que só a mensagem fecha", orienta o roteiro. Outro documento do PT estima que "se pelo menos 40% dos que se ausentaram no primeiro turno votarem em Lula, a eleição está ganha".

O que dizem os candidatos

Lula atribuiu a ausência às urnas à falta de interesse. "São 30 milhões que não foram votar. Possivelmente tem uma causa: desinteresse. A responsabilidade é nossa de devolver o interesse para ele participar do processo eleitoral", afirmou.

Flávio Bolsonaro pediu que seus eleitores não deixem de votar na rodada decisiva. "Tem muita gente que votou no primeiro turno e, no segundo turno, acha que já está tranquilo e não vai votar. Gente, pelo amor de Deus, não façam isso", declarou o senador.

Os números por estado e as pesquisas

Na Bahia, Lula teve 66,2% dos votos válidos no primeiro turno, contra 28,5% do rival do PL. Só na capital baiana, 461 mil dos quase 2 milhões de eleitores faltaram, o equivalente a 23,4% do total. O estado elegeu uma chapa majoritária petista no último dia 4, com novos mandatos para o governador Jerônimo Rodrigues e para o senador Jaques Wagner, além da eleição do ex-ministro da Casa Civil Rui Costa para o Senado.

Em São Paulo, a relação se inverte: Flávio Bolsonaro teve 51,9% dos votos válidos no primeiro turno, contra 38,2% de Lula, uma diferença de 3,4 milhões de votos.

Pesquisa divulgada pela Quaest na quarta-feira 14 mostra que 43% dos eleitores que votaram em branco, anularam o voto ou não compareceram às urnas no primeiro turno declaram intenção de votar em Lula no segundo turno. Outros 38% responderam que pretendem votar em Flávio Bolsonaro.

O cientista político Fábio Vasconcellos avalia que a percepção de disputa definida pode influenciar o comparecimento. "O clima de 'já ganhou' pode levar uma fatia, não muito grande, acredito, a deixar de ir votar. Só que uma fatia, por menor que seja, pode pesar em uma eleição extremamente competitiva", ressalta. Já Marco Antonio Faganello diz que o Zero Um "está com a faca e o queijo na mão", porque recebeu declarações de apoio de partidos do Centrão e de presidenciáveis como Caiado, Cury e Romeu Zema.

No campo governista, governadores reeleitos manifestaram apoio à campanha: Rafael Fonteles, no Piauí, e Lucas Ribeiro, na Paraíba, prometeram empenho total na reeleição do presidente.

Contexto

No primeiro turno, a abstenção chegou a 21,1%, equivalente a 33,4 milhões de eleitores, e Flávio Bolsonaro terminou com 2,2 milhões de votos a mais que Lula.

O que acontece agora?

O segundo turno está marcado para o dia 25, e as duas campanhas seguem com ações voltadas a ampliar o comparecimento dos eleitores que faltaram na primeira rodada.

Esta matéria foi organizada pela redação do Paraíba Hub com apoio de inteligência artificial, a partir de fontes públicas e segundo a nossa política editorial. A IA não é fonte: ela não cria fatos, números ou declarações.

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