Aliados de Flávio Bolsonaro apontam erros na campanha do 2º turno
Excesso de confiança, tom agressivo na reta final e a presença de Pablo Marçal na preparação dos debates estão na lista

Derrotado por Lula (PT) no segundo turno, o senador Flávio Bolsonaro (PL) enfrenta uma discussão interna sobre os motivos do resultado. Lula terminou a disputa com 64,2 milhões de votos, contra 59,8 milhões de Flávio.
Na avaliação de aliados, pesaram o excesso de confiança, o tom mais agressivo adotado na reta final e a presença do influenciador Pablo Marçal na preparação para os debates. Pessoas próximas ao senador afirmam que ele trocou o discurso moderado do primeiro turno por uma postura "lacradora" que não funcionou com o eleitor de centro.
Entre os episódios lembrados está a fala em que Flávio chamou Lula de "nove dedos" no debate da TV Globo, além dos momentos em que zombou da voz do presidente. O vídeo do deputado Nikolas Ferreira (PL) sobre o Nordeste também aparece na lista de erros apontados pelo grupo.
Outro ponto citado são as declarações da assessora econômica Daniella Marques sobre o Bolsa Família, associadas pelo adversário ao fim do programa. Aliados mencionam ainda a promessa de mudar a Constituição logo depois do primeiro turno.
Relatos de bastidores apontam um clima de "já ganhou", com discussão sobre distribuição de cargos antes da votação. Esses relatos não têm confirmação oficial.
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