Operação prende 13 suspeitos e Justiça autoriza bloqueio de até R$ 144 milhões
Investigação aponta uso de leilões de cavalos e agenciamento de shows de forró para lavagem de dinheiro.
Uma operação da polícia prendeu 13 suspeitos de envolvimento com crimes investigados em apuração sobre lavagem de dinheiro ligada ao tráfico. A Justiça autorizou o bloqueio de até R$ 144 milhões nas contas dos suspeitos.
A quadrilha teria movimentado cerca de R$ 150 milhões em apenas dois anos. Os investigados podem responder por organização criminosa, tráfico de drogas, comércio ilegal de armas e lavagem de dinheiro.
Leilões de cavalos
Yago Cavalcanti, que já foi candidato a vereador em Campina Grande, adquiriu um cavalo com o sócio e já havia comprado outros quatro cavalos do haras de Safadão, que custaram cerca de R$ 1 milhão. Segundo a polícia, ele tinha 15 animais da mesma raça, Quarto de Milha.
O delegado Lucas Rothardand afirmou que "o leilão de cavalo em si, para Yago e para Ivan, foi visto como uma forma de fazer uma automonetização sem uma contrapartida de fiscalização". Questionado sobre o cantor Wesley Safadão, o delegado respondeu: "Não. Nem nenhum fornecedor está verificado como investigado nessa investigação."
A assessoria de Wesley Safadão afirmou que "o arremate dos animais é feito ao vivo, através do contato do interessado com a leiloeira. E que não houve qualquer contato direto com o artista".
Movimentações financeiras e prisão
Naudivânio Ferreira, o "Lourinho", apontado como chefe operacional da facção, morreu em confronto com a polícia. A mulher dele, Miriam Ferreira, declarava ser vendedora, com uma renda estimada em R$ 1.412. Em apenas quatro meses, a conta da empresa de Miriam movimentou R$ 144 milhões.
A defesa do casal afirmou que "todas as medidas judiciais estão sendo adotadas. E que os fatos serão esclarecidos".
O coordenador da DRE, Afrânio Brito, descreveu a prisão de Ivan Maromba: "Começamos a revistar a casa e o cachorro do nosso canil sentou do lado da cama. E, quando levantou a cama, era um box, aqueles tipo de um baú, né? Ele tava dentro."
Até a publicação desta matéria, Ivan Moura não havia se manifestado publicamente sobre o caso. Até a publicação desta matéria, Yago Cavalcanti não havia se manifestado publicamente sobre o caso.
Os suspeitos podem responder por organização criminosa, tráfico de drogas, comércio ilegal de armas e lavagem de dinheiro, e a defesa do casal afirmou que "todas as medidas judiciais estão sendo adotadas".
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