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MPPB denuncia 20 por tráfico e lavagem de R$ 34 milhões na Paraíba

Denúncia é desdobramento da Operação Cadeia de Comando e cita crimes em sete municípios do Agreste e do Brejo paraibanos

Redação Paraíba Hub06 de novembro de 2026, 13:472 min de leituraEditor responsável: Rayner HolmesApuração assistida por IA · revisão humana
Ministério Público da Paraíba (sede)
Foto: Thyago Lúcio · foto de arquivo

O Ministério Público da Paraíba (MPPB) ofereceu denúncia contra 20 pessoas acusadas de integrar uma organização criminosa que atuava nas regiões do Agreste e do Brejo paraibanos. A peça, apresentada pela 4ª promotora de Justiça de Campina Grande, Luciara Lima Simeão Moura, trata de crimes de tráfico de drogas, lavagem de dinheiro, extorsão, agiotagem armada e domínio territorial com uso de violência. O caso tramita sob o processo nº 0828566-21.2026.8.15.0001.

Segundo o MPPB, os crimes foram praticados entre 2024 e 2026 nos municípios de Campina Grande, Esperança, Areia, Montadas, Areial, Pocinhos e São Sebastião de Lagoa de Roça. Os denunciados são provenientes de Campina Grande, Areia, Esperança, Pocinhos e Montadas. Cinco deles já estão presos em unidades prisionais da Paraíba e um, em uma penitenciária de Minas Gerais.

Como a investigação chegou ao grupo

A denúncia é um desdobramento da Operação Cadeia de Comando, cujas investigações se basearam na extração, autorizada judicialmente, de dados do aparelho celular de Naudivânio Ferreira da Silva, conhecido como "Lorinho", apontado pelo MPPB como líder estadual da facção criminosa Nova Okaida e morto em confronto com forças policiais no estado de Pernambuco.

A apuração indicou que a atuação dos denunciados estava distribuída de forma coordenada em três núcleos operacionais voltados ao tráfico de entorpecentes e ao domínio territorial, além de um núcleo financeiro responsável pela lavagem de capitais. De acordo com o MPPB, a análise dos Relatórios de Inteligência Financeira comprovou a circulação, a dissimulação e a ocultação de mais de R$ 34 milhões, movimentados por meio de pessoas jurídicas de fachada. O órgão afirma que "Provas obtidas a partir da análise pericial revelaram o funcionamento de células altamente hierarquizadas que dominavam pontos de venda de entorpecentes em cidades do Agreste e do Brejo paraibanos."

O que o MPPB pede

Entre outros pedidos, o Ministério Público requer que o Juízo da Vara Criminal de Campina Grande receba a denúncia, dando início à instrução da ação penal, e condene os denunciados pelas condutas individualizadas. O órgão também pede que não seja apresentada proposta de Acordo de Não Persecução Penal (ANPP) e solicita a decretação do perdimento, em favor da União, de todos os bens, valores, armamentos, aparelhos celulares e veículos apreendidos.

Contexto

A denúncia é um desdobramento da Operação Cadeia de Comando, que teve como base a extração, autorizada judicialmente, de dados do celular de Naudivânio Ferreira da Silva, o "Lorinho", apontado como líder estadual da facção Nova Okaida e morto em confronto com forças policiais em Pernambuco.

O que acontece agora?

Caberá ao Juízo da Vara Criminal de Campina Grande decidir sobre o recebimento da denúncia, o que daria início à instrução da ação penal. O MPPB também pediu que não haja proposta de Acordo de Não Persecução Penal e o perdimento, em favor da União, dos bens, valores, armamentos, celulares e veículos apreendidos.

Documentos e órgãos consultados
  • Ministério Público da Paraíba · MPPB oferece denúncia contra 20 acusados de integrar facção criminosa que atuava no Brejo e no Agreste da PB06 de novembro de 2026

Esta matéria foi organizada pela redação do Paraíba Hub com apoio de inteligência artificial, a partir de fontes públicas e segundo a nossa política editorial. A IA não é fonte: ela não cria fatos, números ou declarações.

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