Justiça nega pedidos de defesas e mantém prisão de empresário na PB
Decisão do juiz da Vara do Tribunal do Júri de Campina Grande também negou novas perícias pedidas pelas defesas

A Justiça da Paraíba determinou manter a prisão preventiva do empresário Christian Dantas, acusado de matar o engenheiro civil Rubens Fernandes, de 29 anos, no estacionamento de uma festa privada de São João em Lagoa Seca. A decisão foi proferida na terça-feira (20) pelo juiz Philippe Guimarães Padilha Vilar, da Vara do Tribunal do Júri de Campina Grande.
Na mesma decisão, o magistrado negou uma série de pedidos apresentados pelas defesas de Christian Dantas e de sua namorada, Larissa Leal, também ré no processo. Entre os requerimentos rejeitados estão a complementação do laudo balístico, uma nova perícia audiovisual, a quebra do sigilo do celular da vítima e a perícia nas vestimentas. Também foi negada a emissão de ofício à empresa organizadora da festa, pedida por ambas as defesas.
O caso tramita em segredo de Justiça. O sigilo foi argumentado com base no relato de que os réus vêm sendo alvo de "linchamento virtual", discursos de ódio e ameaças de morte nas redes sociais.
O que diz a acusação
O Ministério Público pediu, em julho de 2026, que Christian seja condenado pelos crimes de homicídio, lesão corporal e porte ilegal de arma de fogo. Em relação a Larissa Maria Leal, o MP pede condenação por homicídio qualificado, na condição de partícipe. A denúncia do Ministério Público da Paraíba foi acolhida pela Justiça em julho, tornando os dois réus no caso.
O crime
Rubens Fernandes era natural de Guarabira e foi atingido por um tiro no coração na manhã de domingo, 21 de junho de 2026, quando saía de um evento privado em Lagoa Seca.
Segundo as investigações conduzidas pelo delegado Ramirez Almeida, vítima e acusado se envolveram em uma discussão durante o evento, motivada por ciúmes. Cerca de 20 minutos depois, ainda no estacionamento, o acusado teria ido até o próprio carro, pegado uma arma e atirado contra a vítima.
Com a decisão, o processo segue para a fase de agendamento das audiências de instrução e julgamento.
Christian Dantas e Larissa Leal tornaram-se réus em julho, após a Justiça aceitar a denúncia do Ministério Público da Paraíba. O crime ocorreu em 21 de junho de 2026, na saída de um evento privado em Lagoa Seca.
O processo segue para a fase de agendamento das audiências de instrução e julgamento, sob segredo de Justiça.
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