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Tarifas dos EUA atingem 23,1% das exportações brasileiras, diz MDIC

Setor calçadista registra queda de 22,8% na receita exportada aos Estados Unidos e estima perda de mais de 5 mil empregos diretos no segundo semestre.

Redação Paraíba Hub10 de outubro de 2026, 08:562 min de leituraEditor responsável: Rayner HolmesApuração assistida por IA · revisão humana
Ilustração: caixa de exportação com documentos de comércio e balança em fundo neutro
Imagem ilustrativa gerada por IA

As sobretaxas comerciais aplicadas pelos Estados Unidos já produzem efeitos sobre empresas exportadoras brasileiras, de acordo com reportagem do G1. Segundo o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), as duas medidas alcançam, juntas, 23,1% das exportações brasileiras para os EUA, e 16,5% do total está sujeito a sobretaxa acumulada de 37,5%.

Ainda conforme o G1, as medidas comerciais anunciadas pelo governo Trump em julho estabeleceram sobretaxas de 12,5% a 25% para diferentes grupos de produtos brasileiros. Um levantamento citado na reportagem estimou que a tarifa global de 10% sobre todos os produtos importados elevaria os preços ao consumidor em 2,6% em um período de um ano.

Calçados

Nos oito primeiros meses do ano, o Brasil exportou 7,38 milhões de pares de calçados ao mercado americano, por US$ 120,5 milhões. O volume caiu 4,1% e a receita recuou 22,8%. No total, entre janeiro e agosto, o país exportou 62,45 milhões de pares, que renderam US$ 541,45 milhões.

Em agosto, o preço médio do calçado exportado aos EUA caiu 35,4%, para US$ 17,20, segundo a Abicalçados. A entidade estima agora uma queda de 7,1% nas exportações brasileiras de calçados em 2026, ante previsão anterior de retração de 3,6%, e calcula a perda de mais de 5 mil empregos diretos no segundo semestre caso as tarifas americanas sejam mantidas.

No sentido inverso, entraram no país 33 milhões de pares, alta de 9,6%, com valor de importações de US$ 429,7 milhões. Para Haroldo Ferreira, da Abicalçados, “as empresas poderiam direcionar parte da produção para o mercado nacional para evitar demissões. Mas, com o avanço das importações, fica mais difícil absorver esses produtos e manter os postos de trabalho.”

Entre os casos citados pelo G1 está o da Rafarillo, de Franca (SP), que tem cerca de 150 funcionários, reduziu postos de trabalho e procura novos mercados para compensar parte da perda de vendas aos EUA.

Máquinas e efeitos nos EUA

No setor de máquinas e equipamentos, a Abimaq informou que os EUA compraram cerca de US$ 3,2 bilhões em produtos brasileiros em 2025. No primeiro semestre, o faturamento do setor caiu 13,6% e as vendas no mercado interno recuaram 17%, enquanto as exportações cresceram 12,7%.

José Velloso, da Abimaq, afirmou: “Essa queda é menor do que o crescimento das exportações que estamos tendo no geral. Então, a tarifa causa demissão? Causa. Mas, quando olho o total do setor, ele está tendo demissões também por causa do baixo desempenho do mercado interno, e não só por causa do tarifaço.”

Do lado americano, estudo do Federal Reserve de Nova York divulgado nesta semana aponta que, até fevereiro de 2026, as tarifas acrescentaram 2,9 pontos percentuais à inflação dos produtos comprados pelos americanos.

A reportagem não localizou posicionamento do governo Trump até a publicação desta matéria.

Contexto

Segundo o G1, as medidas comerciais anunciadas pelo governo Trump em julho estabeleceram sobretaxas de 12,5% a 25% para diferentes grupos de produtos brasileiros, além da tarifa global de 10% sobre todos os produtos importados.

O que acontece agora?

A Abicalçados estima queda de 7,1% nas exportações brasileiras de calçados em 2026 e perda de mais de 5 mil empregos diretos no segundo semestre caso as tarifas americanas sejam mantidas.

Fontes consultadas
  • BG1Tarifaço dos EUA já afeta empresas; entenda quando os efeitos podem chegar ao seu bolso10/10/2026, 05:40

Redação Paraíba Hub, com informações de G1.

Esta matéria foi organizada pela redação do Paraíba Hub com apoio de inteligência artificial, a partir das fontes listadas acima e segundo a nossa política editorial. A IA não é fonte: ela não cria fatos, números ou declarações.

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