Analista projeta nova ofensiva dos EUA contra o Irã após eleições de 3 de novembro
Cenário traçado por Ian Bremmer, do Eurasia Group, não corresponde a operação anunciada oficialmente por Washington; petróleo e diesel seguem pressionados.

O cientista político americano Ian Bremmer, fundador da consultoria Eurasia Group, avalia como mais provável do que improvável que Donald Trump ordene uma nova ofensiva militar contra o Irã depois das eleições legislativas dos Estados Unidos, marcadas para 3 de novembro — nove dias após o segundo turno presidencial brasileiro.
Trata-se, por enquanto, de uma projeção do analista, e não de uma operação oficialmente anunciada por Washington.
Na avaliação de Bremmer, o governo americano prepara uma operação curta, mas suficientemente intensa para atingir instalações militares, estoques de mísseis e drones e estruturas ligadas ao programa nuclear iraniano. Ele acredita que Trump tentará limitar a duração dos bombardeios para declarar uma vitória militar sem desencadear uma guerra ainda maior.
Efeito nos combustíveis
O mercado de energia já opera sob tensão. O barril de Brent era negociado na casa dos 108 dólares na segunda-feira, 19, em meio à intensificação dos ataques contra embarcações no estreito de Ormuz. A Agência Internacional de Energia alertou que a escassez mundial de diesel poderá persistir até 2027.
A guerra levou o governo Lula a ampliar programas de subvenção e desoneração para amortecer a alta dos preços. Somente em outubro, foi aberto um crédito extraordinário de R$ 7,52 bilhões para financiar subsídios, dos quais R$ 6,17 bilhões destinados ao diesel rodoviário.
A intensificação dos ataques contra embarcações no estreito de Ormuz e o alerta da Agência Internacional de Energia sobre escassez mundial de diesel até 2027 compõem o pano de fundo da pressão sobre os preços de combustíveis.
As eleições legislativas dos Estados Unidos ocorrem em 3 de novembro. Qualquer ofensiva militar após essa data permanece, até aqui, no campo da projeção do analista, sem anúncio oficial de Washington.
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