Projeto do VLT de Campina Grande prevê 14,8 km e 13 estações
Traçado passaria por áreas como o Complexo Aluísio Campos e o Açude Velho; historiadores relembram a chegada da ferrovia à cidade em 1907.

O projeto do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) de Campina Grande prevê 14,8 quilômetros de extensão e 13 estações. O trajeto passa por áreas como o Complexo Aluísio Campos, o Açude Velho e regiões próximas a universidades públicas.
A divulgação ocorre no período em que a cidade celebra, neste domingo (11), 162 anos de emancipação política.
A proposta tem finalidade diferente da antiga linha férrea, inaugurada em 1907. Sobre essa história falaram os historiadores Erik Brito e Jefter Porto.
A chegada dos trilhos
Erik Brito afirmou que "a chegada da malha ferroviária foi um divisor de águas para o desenvolvimento de Campina Grande". Ele acrescentou que, "antes de 1907, o município sequer figurava entre as potências da Paraíba".
De acordo com Jefter Porto, a chegada do trem era defendida pela elite comercial e política de Campina Grande desde a década de 1870. O historiador cita o deputado Irineu Joffily, que defendia a instalação da linha, e o então prefeito Cristiano Lauritzen, seu adversário político.
Cerca de 4 mil pessoas aguardavam a chegada do trem à Estação Velha de Campina Grande em 2 de outubro de 1907. A locomotiva nº 3, da companhia inglesa Great Western, chegou enfeitada com folhas de palmeira e duas bandeiras do Brasil. Conforme relato citado por Jefter, o trem saiu de Itabaiana às 15h20, já com 40 minutos de atraso, e chegou a Campina Grande por volta das 20h30.
Do transporte de cargas ao Trem do Forró
"A lógica que trouxe os trilhos foi a da carga. No final da sua vida, a linha férrea passou a ser só para cargas", disse Jefter Porto. O serviço de cargas permaneceu em atividade até o início dos anos 2000.
Depois disso, uma linha ainda foi mantida pelo projeto municipal Trem do Forró, que fazia o percurso até Ingá durante o período junino.
A antiga linha férrea de Campina Grande foi inaugurada em 1907, após defesa da chegada do trem pela elite comercial e política local desde a década de 1870, segundo o historiador Jefter Porto. O serviço de cargas funcionou até o início dos anos 2000 e, depois, uma linha foi mantida pelo projeto municipal Trem do Forró, com percurso até Ingá no período junino.
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