Pular para o conteúdo
Paraíba Hub

Pais denunciam professora por furar cabeça de criança autista com seringa em creche de Monteiro

Caso teria ocorrido em 7 de julho; professora nega, foi afastada e responde a processo administrativo disciplinar.

Redação Paraíba Hub15 de setembro de 2026, 16:142 min de leituraEditor responsável: Rayner HolmesApuração assistida por IA · revisão humana

Os pais de uma criança de 4 anos com Transtorno do Espectro Autista (TEA) denunciaram uma professora de uma creche municipal de Monteiro, no Cariri da Paraíba, por supostamente ter furado a cabeça do menino com uma seringa durante uma aula. O caso teria acontecido em 7 de julho.

A família afirma que só foi comunicada pela escola em 3 de agosto, em reunião registrada em documento da própria creche. A mãe, Jéssica Lima, disse que a família acreditava inicialmente que o encontro estaria relacionado a mudanças de comportamento apresentadas pela criança.

"Então a creche só nos comunicou com quase 1 mês do acontecido. Nessa reunião foi dito que foi aberto um processo administrativo, que qualquer coisa a gente poderia contar com eles e ofereceram psicólogo", afirmou a mãe.

O que dizem os registros

Segundo registros da creche, cuidadoras relataram ter presenciado a professora pegar o menino "de forma brusca e perfurar sua cabeça com uma seringa com agulha, retirada de um estojo de lápis".

A professora nega que tenha furado o menino. De acordo com o relatório, ela afirmou que teria apenas dito que iria pegar uma seringa para repreender o menino e que, posteriormente, percebeu o sangramento e limpou a cabeça dele.

Ainda segundo a mãe, em vídeo gravado pelos pais a criança confirmou que a professora levou uma seringa para a sala, e, ao ser questionada sobre onde teria ocorrido a aplicação, apontou para a cabeça. Em outro momento da conversa, a criança teria dito: "Muitas agulhas, muitas agulhas". A mãe relatou que o filho apresentou comportamento agressivo por volta de abril e maio. O menino foi diagnosticado com autismo aos 1 ano e 10 meses.

Apurações em curso

A professora foi afastada e é alvo de um processo administrativo. O caso também chegou à Polícia Civil e é investigado em Processo Administrativo Disciplinar (PAD) aberto pela Prefeitura de Monteiro.

A mãe registrou boletim de ocorrência na Delegacia de Monteiro em 7 de agosto; a certidão do registro descreve o caso como maus-tratos. Em 11 de setembro, os pais prestaram depoimento à Comissão Permanente de Processo Administrativo Disciplinar (CPPAD). Segundo Jéssica, a família também procurou a Polícia Civil, o Conselho Tutelar e o Ministério Público.

Até a publicação desta matéria, a Secretaria Municipal de Educação de Monteiro não havia se manifestado publicamente sobre o caso nem sobre eventual atualização do processo administrativo.

Contexto

A família relata que já havia percebido mudanças no comportamento da criança antes de saber do episódio, e a mãe afirmou que o menino apresentou comportamento agressivo por volta de abril e maio. O menino foi diagnosticado com autismo aos 1 ano e 10 meses.

O que acontece agora?

O caso segue sob investigação da Polícia Civil e em Processo Administrativo Disciplinar aberto pela Prefeitura de Monteiro, com a professora afastada. Os pais já prestaram depoimento à CPPAD em 11 de setembro.

Esta matéria foi organizada pela redação do Paraíba Hub com apoio de inteligência artificial, a partir de fontes públicas e segundo a nossa política editorial. A IA não é fonte: ela não cria fatos, números ou declarações.

Relacionadas