Ministério da Saúde amplia oferta de medicamentos contra câncer no SUS
Nove remédios chegam a 20 centros de tratamento em 17 estados, incluindo a Paraíba, e devem beneficiar 116 mil pacientes

O Ministério da Saúde anunciou, nesta terça-feira (20), a ampliação da oferta de medicamentos contra o câncer no Sistema Único de Saúde (SUS). A medida prevê a disponibilização de nove medicamentos para o tratamento de diferentes tipos da doença, indicados para 13 tipos de câncer, além de linfomas e leucemia.
As primeiras remessas serão distribuídas em 20 centros de tratamento de 17 estados, incluindo a Paraíba. A previsão é que a oferta seja ampliada para todos os estados até dezembro deste ano. O ministério não informou quais unidades receberão os medicamentos, mas afirmou que a estratégia pretende atender toda a demanda.
Ao todo, os novos remédios devem beneficiar mais de 116 mil pacientes no país. A pasta pretende disponibilizar 23 novos tratamentos contra o câncer no SUS até dezembro deste ano. O governo estima investir R$ 4 bilhões por ano no conjunto de medidas.
Testes para câncer colorretal
Também foi anunciada a distribuição de 400 mil testes imunoquímicos fecais (FIT), que ajudam a identificar precocemente o câncer colorretal na rede pública. Os exames serão destinados a homens e mulheres de 50 a 75 anos que não apresentam sintomas da doença. A distribuição começará em novembro, de forma gradual, em capitais e municípios com mais de 500 mil habitantes.
Financiamento
O pacote inclui mudanças nos repasses. Os valores para medicamentos intravenosos serão quadruplicados, e os destinados aos medicamentos orais, duplicados. No caso da iodoterapia, o valor anual passará de R$ 5,2 milhões para R$ 18 milhões, um aumento de aproximadamente 246%. Para o financiamento das cirurgias videotorácicas, o governo investirá R$ 46 milhões por ano.
A oferta dos medicamentos deve ser ampliada para todos os estados até dezembro deste ano, quando o ministério pretende ter disponibilizado 23 novos tratamentos contra o câncer no SUS. Em novembro, começa a distribuição gradual dos 400 mil testes imunoquímicos fecais em capitais e municípios com mais de 500 mil habitantes.
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