Anexo de Vorcaro rejeitado pela PGR cita Padilha; ministro nega acusações
Documento do banqueiro descreve suposto esquema de captação de recursos com propina; PGR e PF descartaram o material por falta de provas.
O banqueiro Daniel Vorcaro descreve, em um anexo rejeitado pela Procuradoria-Geral da República (PGR), a suposta participação do ministro Alexandre Padilha em um esquema de captação de recursos, segundo reportagem da revista Veja. De acordo com a publicação, a PGR e a Polícia Federal descartaram o material alegando falta de provas.
Ainda segundo a Veja, os relatos cobrem a atuação do "grupo liderado pelo ministro Alexandre Padilha" entre 2024 e 2025. O documento trata, conforme o trecho citado pela revista, de "Captação de recursos de investidores institucionais, tais como fundos de pensão, mediante pagamento de propina para o grupo liderado pelo ministro Alexandre Padilha".
Os valores citados no anexo
O texto menciona pagamento de propina equivalente a 10% do valor captado. A expectativa do grupo, de acordo com o documento, era captar 10 bilhões de reais no conjunto das três instituições e receber 1 bilhão de reais em propina.
O anexo afirma ainda que a quantia de 500.000 reais foi depositada por Vorcaro, como adiantamento, conforme publicou a Veja. Outro trecho cita um negócio com fundo ligado a município de Goiás: o valor foi de 60 milhões de reais e teria rendido propina de 6 milhões de reais, segundo o documento.
As negativas
Procurados pela Veja, Padilha, Augusto Lima e Olavo Noleto negaram as acusações de Vorcaro. Em nota, o ministro afirmou: "Em nenhuma hipótese e sob nenhum pretexto, jamais agi ou autorizei que outros agissem em defesa dos interesses de Daniel Vorcaro e do Banco Master". Padilha também declarou que pediu "que a Advocacia-Geral da União (AGU) ingresse com as providências judiciais cabíveis para exigir direito de resposta às mentiras apresentadas" e afirmou que "foi no nosso governo que Vorcaro foi preso e o Banco Master, liquidado".
Olavo Noleto declarou que "não tem qualquer relação com o banqueiro citado pela imprensa e jamais recebeu recursos financeiros ou quaisquer tipos de benefícios dele ou de pessoas a ele ligadas". A defesa de Augusto Lima afirmou que as informações "não passam de uma narrativa falsa, fictícia e unilateral, sem valor probatório, utilizada apenas para lançar suspeitas sobre terceiros".
A reportagem não localizou posicionamento do PT até a publicação desta matéria.
Segundo nota citada pela Veja, Padilha pediu que a Advocacia-Geral da União ingresse com providências judiciais para exigir direito de resposta.
- BVejaO que diz Daniel Vorcaro sobre pagamento de propina ao ministro Alexandre Padilha09/10/2026, 17:56
Redação Paraíba Hub, com informações de Veja.
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