Anvisa autoriza teste em humanos de vacina contra malária desenvolvida no Brasil
Chamada de Vivaxin e criada pelo CTVacinas da UFMG, a vacina terá primeira fase com 48 participantes, segundo a Veja.

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) autorizou o início de testes em humanos de uma vacina contra a malária desenvolvida inteiramente no Brasil, de acordo com reportagem da revista Veja. A informação foi divulgada pelo Ministério da Saúde no sábado, 10.
Segundo a publicação, o imunizante foi batizado de Vivaxin e desenvolvido pelo Centro de Tecnologia de Vacinas (CTVacinas) da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). A vacina previne a malária causada pelo Plasmodium vivax, tipo mais comum nos casos da doença no país, e é o primeiro do mundo do tipo.
Como serão os testes
Ainda conforme a Veja, a tecnologia receberá aportes de 12 milhões de reais do Ministério da Saúde para a realização dos ensaios clínicos de fases 1, 2 e 3. Na fase 1, entram os primeiros testes com humanos.
Nessa etapa, o imunizante será testado em 48 participantes sem infecção prévia, com idades entre 18 e 59 anos. Eles receberão três dosagens, com intervalo de 28 dias entre elas, divididos em grupos que receberão a Vivaxin e placebo. O acompanhamento será de 360 dias.
O cenário da doença
"O avanço na pesquisa da tecnologia representa um marco e abre a possibilidade de uma nova forma de prevenção contra a doença, que, em 2025, registrou 118.037 casos no território nacional", disse o Ministério da Saúde, segundo a Veja.
A reportagem registra que vacinas contra a malária são pesquisadas desde 1960, mas as primeiras usadas em larga escala, com recomendação da Organização Mundial de Saúde (OMS), só surgiram em 2021. Esses imunizantes estão ligados ao Plasmodium falciparum, mais comum na África, onde ainda se concentram 95% das mortes globais relacionadas à doença.
A reportagem não localizou posicionamento da Anvisa, da UFMG e do CTVacinas até a publicação desta matéria.
Segundo a Veja, vacinas contra a malária são pesquisadas desde 1960, e as primeiras usadas em larga escala, com recomendação da OMS, surgiram em 2021, voltadas ao Plasmodium falciparum, mais comum na África.
Com a autorização da Anvisa, começam os ensaios clínicos de fase 1, com 48 participantes de 18 a 59 anos, três doses com intervalo de 28 dias e acompanhamento por 360 dias. O Ministério da Saúde destinará R$ 12 milhões para as fases 1, 2 e 3.
- BVejaAnvisa autoriza teste em humanos com vacina inédita contra a malária feita no Brasil11/10/2026, 20:06
Redação Paraíba Hub, com informações de Veja.
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